Visto a minha armadura como um cavaleiro antes de uma batalha e respiro fundo, este é o meu mundo. Pego na minha prancha e atravesso o areal. A areia fria encontra-se com a base dos meus pés, deixo nela a minha presença passo a passo. Sinto agora a sua presença tocando-me subtilmente com um pequeno rasgo de água, um arrepio sobe-me pelo corpo. Paro, aqui me encontro á sua frente. A concentração apodera-se de mim, foco-me na sua forma, no seu som, no seu cheiro. Analiso minuciosamente todos os seus movimentos como se de uma matéria para um exame se tratasse.
Continuo em frente enquanto a água me envolve o corpo centímetro a centímetro. Sinto a sua força a cada passo que dou. Começou a batalha, um turbilhão de emoções toma posse enquanto movimentos fluidos e sentidos ganham liberdade. A água solta-se a cada rasgo meu. Um bailado sublime que dura e perdura até as minhas forças escassearem. Por fim o cansaço atinge o seu auge. Uma última onda entrega-me de volta a terra. Agradeço-lhe com um sorriso. Amanha cá nos encontraremos novamente.

Na noite de sábado quando li este texto fiquei impressionado com a tua escrita..
ResponderExcluircontinua a escrever!